11/09/2019 às 18h52 |

Camaçari 2020

 

O cenário político de Camaçari para 2020 ainda apresenta muitas dúvidas. Elinaldo não se comporta com pleiteante a reeleição, oportunizando espaço para que alguns dos seus auxiliares diretos, vereadores e agentes comunitários, até então aliados, se posicione visando uma oportunidade para competir para a vaga do alcaide ou negociar e se colocar melhor para uma vaga no parlamento local.


A oposição se articula, no entanto, sofre com a ingerência de Luiz Caetano em relação ao comando do processo o que inibe um posicionamento das lideranças do PCdoB, PSB e do próprio Partido dos Trabalhadores, em intestina luta interna. Caetano tenta emplacar o nome de sua esposa Ivoneide contando com a discordância de militantes históricos a exemplo de Téo Ribeiro, mais uma vez escantilhado, Marcelino, que sente oportuno o momento, Luiza Maia e vários militantes da base. Alguns observadores consideram as ocorrências como “jogo de cena” uma vez que para o PED, realizado no ultimo domingo, não apresentaram candidato para a disputa do comando partidário, permitindo a apresentação de chapa única capitaneada por Marcio Neves, indicação de Caetano.


Em paralelo fala-se na possibilidade do pleito de Mauricio Bacelar, Roquenei Cabaceira (PSD), Augusto de Paula (Psol e Heckel Pedreira (partido NOVO).
O quadro caminha para a confirmação de Elinaldo buscando a reeleição, uma vez que Eudoro Tude demonstra interesse em eleger Marcia Tude para a Câmara Municipal. Caetano deve emplacar o nome de Ivoneide com a possibilidade de provocar um racha interno no PT, assim como a busca de outra agremiação partidária por parte de Téo e Marcelino e um grande número de simpatizante dos dois edis. Roquenei tentando se colocar como opção para os descontentes do PT e do DEM. É remota a possibilidade de Mauricio Bacelar e Augusto de Paula manter a postulação.


Assim, diante das indefinições e das pendencias o pleito municipal de 2020 só deverá tomar corpo a partir de abril de 2020. Se Elinaldo optar por um alinhamento com o governo federal, como fez no último pleito presidencial, deve se fragilizar. O governo de Bolsonaro não construiu uma pauta para os grandes problemas nacional. Quem tem se mantido protagonista em direção à política fiscal e economica é o congresso. As intervenções do presidente com relação a política internacional e nacional, assim como, suas posições no que se refere ao princípio de autoridade, sentimentos de gêneros e comportamentais tem dividido as opiniões, inclusive no seio dos seus adeptos.


Quanto ao governo estadual, mesmo com alguns desgastes ainda possui musculatura e militância para intervir decisoriamente no resultado local de 2020. Enquanto isso os munícipes ficam a assistir e conviver com os deboches, agressões e impropérios de baixo nível nas redes sociais, nos botecos e nas esquinas.
 
Quem viver verá.
 
Adelmo Borges

 

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