14/11/2019 às 15h28 |

Nosso pomar e jardim

Colunista

 

Há algum tempo não tenho comentado sobre as questões políticas. Perdi a motivação diante das rodas em redor de um só corpo. Muita irresponsabilidade, mentiras, agressões que é melhor ficar a distância. Passei a me dedicar às plantas do meu pomar e do jardim.

A menos de 90 dias plantei uma muda de jambo e o denominei de caetano. Um exemplar de boa procedência que tem me deixado frustrado. Por mais que lhe devote a atenção e trato, utilizando adubo de qualidade, regando duas vezes ao dia, a muda tem apresentado uma regressão em seu vigor e folhagem. Duas hipóteses a se crer: Ou a muda não se aclimatou ao ambiente de autonomia ou não está aceitando a convivência harmoniosa com as demais plantas. Eu vou acreditar na segunda hipótese.

Procurei o produtor de muda, senhor Rui e seu sócio Wagner, que me vendeu o exemplar junto com outras espécies. Fui informado que ao me vender a muda de jambo se livrou de um problema que vinha lhe preocupando. “Ela passou a exigir atenção especial e queria negociar o comando do viveiro. Só deveria ser adubadas e regadas as plantas que estivesse ao seu redor e que lhe proporcionasse espaço e sombras para favorecer o seu crescimento. As demais deveriam se submeter às sobras e baixa nutrição e fertilização”.

O problema se tornou acirrado, segundo o produtor de muda, quando o cesto ao lado denominado de azul começou a despertar a curiosidade e aquisição dos agricultores consumidores de muda. Acirrou porque muitas mudas do cesto onde estava fincado a muda, posteriormente denominada de caetano, passou a se comunicar com os exemplares do cesto azul e os que ainda não se aproximaram a não se submeter aos caprichos da muda de jamba.

As mudas do cesto azul estão sendo plantadas em diversos pomares pelo município e tem aproveitado o clima temperado para se desenvolver. Com a venda da muda de jambo, as demais plantas se desenvolveram e buscam florescer e se preparar para oferecer frutos, enquanto a muda de jambo se debate com os problemas criados, fecundados e estabelecidos por si próprio tendo que prestar satisfação à natureza que o condena à abdicar de sua intenção de reinar novamente entre seus semelhantes. A alternativa (denominação que não lhe traz boas lembranças) para se manter com voz e influencia fica por intermédio de um dos seus próximos.

A Lei natural do retorno é implacável.

Adelmo Borges
   

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