28/06/2020 às 11h15 |

Conselho Tutelar da Costa de Camaçari é vítima de fake news

 

O carro do Conselho Tutelar da Costa de Camaçari estacionado em frente a um supermercado em Arembepe nesta semana, levou um cidadão a gravar um vídeo acusando os conselheiros de estarem usando o veículo para fazerem compras. A informação é falsa e foi desmentida com provas pela coordenadora da entidade, Maria Assis.

No vídeo, em tom de deboche, o homem que filma acusa os conselheiros de usarem o veículo para fins particulares. “Carro do Conselho Tutelar, Prefeitura Municipal de Camaçari usando para fazer compras”. Em outro trecho ele diz que a entidade deveria “estar trabalhando, procurando as crianças que precisam”. “Quero justiça do meu dinheiro”, finaliza o rapaz que fez a filmagem.

O Conselho Tutelar ao ficar sabendo do vídeo, que estava circulando nas redes sociais e ganhando uma proporção negativa, buscou mostrar a verdade dos fatos e retornou ao mercado. Junto com o gerente, a coordenadora gravou um vídeo explicando que os conselheiros foram até o local averiguar uma denúncia.

“Dona Maria de Assis esteve aqui em nossa empresa e fez uma entrevista, com perguntas relacionadas ao jovem aprendiz, sobre treinamento, quantos funcionários nós tínhamos, me alertou na verdade que a cada dez colaboradores era interessante a gente ter um jovem aprendiz, passei os dados da empresa e me comprometi a procurar o conselho. Em nenhum momento compraram nenhum item na loja, nada disso que informaram nessa filmagem é real, isso não é verdade, não tem fundamento nenhum”, relatou o gerente do mercado, Mário.

Vale ressaltar, que não é atribuição do Conselho Tutelar realizar inspeção, nem vistorias em mercados, no entanto, a equipe estava averiguando uma denúncia enviada pelo Ministério do Trabalho. “Sabemos que isso perpassa as nossas atribuições, mas fizemos, porém, gravaram esse vídeo com maldade. Quando recebi fiquei nervosa, fiquei chateada, porque meu caráter e minha índole não dar para isso, mas agradeço a Deus e a todos pelo apoio”, desabafou a conselheira Maria de Assis.

Criar e propagar fake news, ou seja, notícias falsas, é crime e quem comete esse delito pode ser enquadrado em pelo menos oito artigos do Código Penal. As penas que vão desde a aplicação de multas, até a prisão.

 

*A coordenadora enviou para o Portal a imagem da denúncia do Ministério do Trabalho para comprovar a ida do Conselho até o mercado em Arembepe. Não postaremos para preservar as partes envolvidas.

 

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