Publicado em 13/08/2019 às 12h45 | |

Ministério Público da Bahia encontra irregularidades na maternidade do HGC

Divulgação MP-BA

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Problemas estruturais e falta de profissionais foram as irregularidades encontradas na maternidade do Hospital Geral de Camaçari (HGC), após inspeção do ‘Projeto Cegonha: Efetivando a Dignidade’, do Ministério Público da Bahia, na última quinta-feira (08/8). A visita aconteceu devido a grande repercussão do caso de um recém-nascido que teria morrido na recepção da unidade por falta de atendimento.

A fiscalização foi coordenada pela promotora de Justiça Mirella Brito e acompanhada pela diretora-geral do HGC, Maria Del Carmen, que explicou que a paciente foi atendida rapidamente, porém, “como o feto já estaria morto há mais de 24 horas, o trabalho de parto ocorreu em cinco minutos, antes que ela tivesse acesso ao centro cirúrgico”. A unidade conta com 40 leitos para parto e seis para internamento, e uma equipe composta por três médicos obstetras, dois anestesistas e três enfermeiras obstetras.

A promotora Mirella destacou dentre os principais problemas encontrados, o atraso nas obras de construção do prédio próprio da maternidade, que funcionará ao lado do HGC. Segundo matéria no site do MP-BA “o cronograma da construção está mais de seis meses atrasado, o que pode impactar na entrega do equipamento, que atenderá gestantes de alto risco da Região Metropolitana de Salvador”.

Uma outra questão pontuada foi o fato da recepção da maternidade ser a mesma para pacientes de urgência e emergência. Em relação a estrutura, infiltrações no ambiente, aparelhos de ar-condicionados quebrados nas salas de parto, o não funcionamento 24 horas do setor de classificação de risco, que estava com computadores quebrados, inclusive o utilizado pela equipe de regulação, atrapalhando no processo de transferência de pacientes de alto risco.

Após essa ação, a promotora de Justiça pretende encaminhar um relatório de tudo que foi constatado para análise do Centro de Apoio às Promotorias de Justiça de Moralidade Administrativa e Defesa do Patrimônio Público (Caopam) e do Ministério Público Federal.

 

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