Publicado em 13/08/2019 às 16h24 | |

Presidência do vereador Vaninho da Rádio (DEM) durante audiência gera insatisfação em Camaçari

 

A Audiência Pública realizada na manhã desta terça-feira (13/8), em Camaçari, para tratar do projeto de implantação do Parque das Dunas de Abrantes, presidida pelo vereador Vaninho da Rádio (DEM), acabou gerando insatisfação por parte de alguns parlamentares de oposição e representantes de órgãos do governo do estado, que não foram convidados para a mesa. O motivo maior do desgaste foi o discurso do democratas ao justificar que quem não teve direito a fala foi porque não chegou cedo na atividade legislativa.

O vereador Marcelino (PT), incomodado com a situação, pontuou que estranhou a ausência de representantes de entidades ambientais, como Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do governo do estado na mesa, já que estavam presentes na plenária. Os convidados relataram que chegaram na audiência antes que muitos parlamentares e que a atitude do presidente em exercício foi deselegante e nada cortês.

O representante da Defensoria Pública do Estado, Gilmar Silva, se sentindo ofendido com a fala do vereador Vaninho, se retirou do teatro e pontuou ainda que estava indignado com a condução da audiência. “Faltou espaço para os movimentos sociais. Fala de dois minutos sendo cortada a todo momento, pessoas sem poder se expressar e que conhecem de fato área, como o Cacique por exemplo, que conhece a região, e no entanto, quando questionado, o secretário municipal não respondeu as perguntas que foram feitas. Agora nós vamos tomar providência em relação a isso, porque foi uma fala desrespeitosa contra um órgão que está aqui fazendo um trabalho importante dentro do município e que durante muito tempo foi em parceria com a prefeitura”, ressaltou.

Mesmo sentimento da ouvidora da Defensoria Pública do Estado, Cilene Assis que externou sua insatisfação. “Estado de recessão, sonegação do direito, desrespeito as instituições pelo vereador que estava presidindo a sessão. Em nenhum momento foi sinalizado que tinha que se inscrever para a fala antes. Em nenhum momento o governo do estado vem sobrepor o município, nós vinhemos fazer uma escuta para mediar as discussões na perspectiva da garantia de direitos da população e que eles não sejam negados, que não tenha violação da dignidade humana, das pessoas que vivem ali há anos. Isso não vai ficar em vão, vamos mais do que nunca acompanhar essa questão a partir de agora”, exaltou.

O vereador Vaninho se defendeu das acusações pontuando que seguiu o que determina o Regimento Interno da Casa. "Nós que estamos na presidência de uma atividade importante como essa, recebemos um script com os palestrantes e essa provocação dessa audiência tem muito a ver com a secretaria de Desenvolvimento Urbano do município, que nos externou que todos esses órgãos foram citados e que teria um tempo hábil para apresentar o manifesto de fazer parte da mesa, mas não houve. Enquanto presidente só recebi a solicitação de três palestrantes, após o prazo de inscrição surgiu a solicitação. Ora, nós abrimos 10 vagas de inscrição e não achamos que é um problema o estado participar, mas temos um rito a cumprir, normas e regras. O representante do estado uma vez na casa, porque não se manifestou no momento da inscrição? Depois de todos os diálogos e debates vem querer falar".

 

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