Publicado em 08/11/2019 às 07h48 | |

Bahia: Casos de sífilis crescem 553% nos últimos 11 anos

Foto: Reprodução

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Apesar de sucessivas campanhas realizadas ao longo dos anos, os casos de sífilis continuam crescendo e representam uma preocupação para os órgãos de saúde. No Brasil, entre 2008 e 2018, houve alta de 400% nos internamentos de pacientes diagnosticados pela doença. Os números são do DataSus e apontam que, até agosto deste ano, já são quase 14 mil ocorrências.

O estado que lidera o ranking nacional do período, em números absolutos, é o Rio de Janeiro, com 17,3 mil casos na rede pública, seguido de São Paulo (15,9 mil), Pernambuco (11,5 mil), Rio Grande do Sul (8,6 mil) e Bahia (7,5 mil). Se forem somados os registros até agosto de 2019, a ordem da lista não sofre alteração.

Na Bahia, a alta do período é acima da média nacional, com crescimento de 553% dos casos de internamento de pacientes com sífilis junto ao Sistema Único de Saúde (SUS). O número corresponde a uma média mensal de 60 casos no estado.

Causada por uma bactéria, a sífilis é uma doença silenciosa e que tem diferentes fases. No início, os pacientes apresentam pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas, que não doem nem ardem e desaparecem semanas depois, o que dá a falsa impressão de cura. Em seguida, a doença pode ficar dormente por vários anos, o que dificulta o diagnóstico, até voltar de forma mais grave.

Óbitos
No entanto, apesar de o índice de óbitos ser baixo se comparado aos diagnósticos, a sífilis leva à morte 38 pessoas todos os anos. Entre 2008 e agosto de 2019, foram registrados 448 óbitos entre os pacientes atendidos pelo SUS no país.

No entanto, no lugar do Rio Grande do Sul, na quarta posição do ranking nacional, está Minas Gerais. Essa é a única alteração da lista, em relação aos estados que se destacam com uma quantidade maior de casos da doença. Na Bahia, foram 36 mortes, sendo 3 delas registradas neste ano.

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