Publicado em 04/02/2020 às 12h14 | |

Petrobrás, Dataprev e Casa da Moeda enfrentam greves nesta segunda (03)

 

Servidores públicos federais iniciam uma série de greves no início de fevereiro de 2020, contra a demissão em massa, precarização de condições de trabalho, descumprimento de acordos coletivos de trabalho e contra as intenções de privatização pelo governo de Jair Bolsonaro.

Desde o dia 01 de fevereiro, funcionários da Petrobrás estão em greve contra a demissão de quase 1000 funcionários, entre próprios e terceirizados, com o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogernados (FAFEN) no Paraná. A FAFEN em Camaçari já foi arrendada.

Os funcionários da Casa da Moeda do Brasil também paralisaram atividades nesta segunda (03/02/2020), contra a precarização das condições de trabalho que, segundo os grevistas, é proposital, causando prejuízo de R$ 200 milhões e sucessivas interrupções de serviço de impressão de dinheiro, passaportes e selos. De acordo com o governo, a demanda de papel-moeda está muito baixa e a Casa da Moeda funciona a apenas 10% de sua capacidade.

E os funcionários da Dataprev, a empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social, estão em greve desde o dia 27 de janeiro, contra a demissão em massa de quase 500 trabalhadores de 20 unidades regionais, em preparação para a privatização desta empresa, que concentra todas as informações de todos os segurados pela Previdência Social.

O Governo Federal, como contraproposta, tentou remanejar 193 servidores para atendimento no INSS. 131 outros já tiveram sua situação resolvida, tendo sido remanejados para outras unidades ainda em funcionamento e 169 estão em processo de aposentadoria.

No último dia 22 de janeiro, o Diário Oficial da União trouxe a publicação da Portaria 1.675/2020, do Ministério da Economia e do Procurador-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que delega ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) a venda de participação da União nas ações da Dataprev.

Os Correios ainda avaliam a possibilidade de entrar em greve. A Empresa de Correios e Telégrafos também está no pacote de desestatização do Ministério da Economia.

Alan Dourado

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